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Câncer de mama metastático: saber mais é sempre melhor, dizem especialistas

Aposentada descobriu doença já em fase avançada após negligência de médicos, mas procura viver da melhor maneira possível e sem medo

Elfriede Galera, de 61 anos, começou a sentir algo estranho em uma de suas mamas em 2007. Sem plano de saúde, procurou atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde). Ela levou a última mamografia que havia feito, dois anos antes, e foi liberada como se estivesse tudo bem. A preocupação continuou até 2009, quando voltou ao SUS e escutou que seu problema “era uma pia cheia de louça”.

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Elfriede e Jadyr Galera no veleiro  Augenblick (Foto: Facebook/ Veleiro Augenblick/ Reprodução)

Elfriede e Jadyr Galera no veleiro Augenblick (Foto: Facebook/ Veleiro Augenblick/ Reprodução)

O fato é que aquela mamografia de 2005 já trazia um alerta para que fosse realizada uma ultrassonografia, com intuito de investigar a região a fundo, mas a observação foi ignorada pelos médicos. Elfriede não sabia disso, mas sabia que havia algo errado com ela mesma. A aposentada foi, então, para o hospital Pérola Byington, referência em saúde da mulher, e acabou descobrindo um câncer de mama metastático.

A metástase ocorre quando o tumor já está em uma fase avançada e acaba se espalhando para outros órgãos. Hoje, o câncer de Elfriede também está nos ossos, fígado e pulmão. O susto foi grande, mas desde o início ela quis saber tudo sobre a doença.

Em um café da manhã promovido pela Pfizer em que o Liberidade esteve presente, a aposentada contou que procurou todas as informações possíveis sobre seu estado de saúde e sempre foi muita aberta em relação à doença. “Com esse diagnóstico, ou você desiste ou segue em frente.”

A família também precisou se preparar para essa nova fase. A filha, que tinha 19 anos na época, chorou muito. Já o filho, com 14, se fechou. Elfriede disse que ter ido à faculdade e escola dos filhos para conversar com os profissionais das instituições foi super importante. “Sou contra não falar. O sofrimento é pior quando se descobre que não sabia a verdade.”

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Tratamento

Desde o diagnóstico, a aposentada se trata na rede pública de saúde. Hoje, seu organismo já se tornou resistente a todos os medicamentos disponíveis no SUS. Mas, a partir de uma decisão judicial, conseguiu que um novo tratamento para ela fosse bancado pelo governo.

“Não se trata apenas de curar, mas de dar qualidade de vida à pessoa com a doença”, explicou o oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Albert Einstein. O especialista afirmou que, hoje, é possível que um paciente com câncer viva muitos anos e com qualidade mesmo tendo a doença. O câncer metastático deixou de ser uma “sentença de morte”.

Para evitar efeitos colaterais da quimioterapia injetável que faz a cada 21 dias, Elfriede cuida da alimentação, sempre procurando alimentos naturais. Ela também realiza caminhadas pequenas, alguns movimentos e relaxamento, sempre que a supervisão de um especialista. “Se eu for a uma academia, pode ser que eles me passem exercícios que nem posso fazer.

Mulher com o laço rosa símbolo da campanha de conscientização do câncer de mama (Foto:  Piotr Marcinski/ Shutterstock)

Elfriede descobriu que tinha algo de errado após fazer o autoexame da mama (Foto: Piotr Marcinski/ Shutterstock)

Câncer: e agora?

A aposentada e os especialistas afirmam: saber mais é sempre melhor. Entender a doença e conhecer melhor o tratamento vai ajudar o paciente e também a família a se preparar para essa fase. No caso do câncer de mama, é importante saber que há tipos e subtipos da doença. Para cada caso, um tratamento diferente.

“Confie e acredite nos planos do seu oncologista. A sociedade acaba sendo um problema, porque diz que é preciso ter fé, orar mais, mas o principal é querer seguir o tratamento. Vai dar trabalho, mas é preciso assumir que se é um paciente de oncologia”, disse Elfriede.

O tratamento paliativo também é importante para que seja dada qualidade de vida ao paciente. “Vai me dar esse apoio até eu chegar ao fim da vida. Mas ainda tem muita gente que nem gosta de ouvir falar sobre isso.”

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Elfriede também alerta para que a pessoa que recebeu um diagnóstico de câncer não desista de ter sonhos. Uma das coisas que mais a ajudou durante o tratamento foi a construção de um barco, algo que fazia desde antes de ter os filhos. Após descobrir a doença, os trabalhos se intensificaram. O marido queria muito terminar tudo para a amada. “Foi a maior prova de amor”, contou Elfriede.

Com um financiamento coletivo, a família pôde terminar o Veleiro Augenblick, que conta até com uma página no Facebook. Hoje, Elfriede veleja ao menos duas vezes ao mês. Antes, o desejo era de rodar o mundo, mas ela não vê problema em reduzir um pouco a viagem para que não fique sem o tratamento para o câncer de mama metastático, que deve ser feito a cada 21 dias.

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