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Cuidar de alguém com Alzheimer exige conhecimento e carinho, diz psicóloga

Especialista afirma que parte afetiva não é afetada pela doença, e isso pode ser a chave para uma conexão com quem já não tem memória

A população idosa é a que mais cresce no Brasil, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Se em 2010 o censo apontava 19,6 milhões pessoas na terceira idade, em 2030 o número deve saltar para 41,5 milhões, chegando a 73,5 milhões em 2060. Ao mesmo tempo em que isso ocorre, aumenta também a demanda de cuidadores, uma das profissões que mais deve crescer nos próximos anos.

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Em entrevista ao Liberidade, a psicóloga Vera Bifulco explica que não basta querer cuidar de alguém, é preciso também se especializar. No caso de um idoso com Alzheimer, por exemplo, o cuidador deve se informar e compreender a demência antes de iniciar o trabalho.

“A diferença de um idoso saudável para um demenciado é muito grande. Ele acaba perdendo o alicerce de identidade dele, que é a memória”, afirma a especialista que também coordena um grupo de apoio a familiares de pessoas com Alzheimer.

A situação não é difícil apenas para o cuidador profissional, mas para o familiar também. “Uma coisa é interagir com aquela pessoa que você tem um vínculo. Você dá continuidade a uma história. Outra situação é quando não há memória e a pessoa se comporta de forma estranha para você. Se o cuidador não entender a doença, é uma catástrofe.”

A psicóloga Vera Bifulco explica que a demanda por cuidadores deve aumentar, mas é essencial que o profissional invista em uma especialização  (Foto: Ocskay Mark/ Shutterstock)

Vera Bifulco explica que a demanda por cuidadores deve aumentar, mas é essencial que o profissional invista em uma especialização (Foto: Ocskay Mark/ Shutterstock)

Como deve ser

Vera afirma que duas coisas básicas devem guiar o trabalho do cuidador em relação ao Alzheimer: carinho e conhecimento. Se a pessoa é desconhecida, antes de tudo é importante falar com a família para saber os gostos do paciente, a rotina e sua história. Bater de frente com o idoso e mudar seus costumes não é aconselhável.

Já o carinho e compreensão servem tanto para o profissional quanto o familiar. “Toda a parte efetiva não é alterada pela doença, só mesmo no final da vida do paciente. Se o cuidador dá carinho e tem um olhar meigo, a pessoa vai responder de uma forma afável.”

Projeto Cuidador

Há onze anos Vera coordena um curso de aprimoramento para cuidadores, sejam eles profissionais e familiares ou apenas interessados no tema. Este ano, o evento ocorre nos dias 8 e 15 de outubro, das 8h às 17h, em São Paulo.

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Além da relação do cuidador e o mal de Alzheimer, o curso vai tratar de temas como segurança dentro de casa, odontogeriatria, luto, doenças crônicas, nutrição e até espiritualidade.

“O cuidar é a medicina do futuro. A grande maioria das doenças a medicina não consegue curar, mas, se você tem um ambiente de cuidados, tem uma melhor evolução da doença”, completa a psicóloga.

Confira a programação do curso para cuidadores abaixo:

Cuidar de alguém com Alzheimer exige conhecimento e carinho, diz psicóloga

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