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O Liberidade surgiu com a missão de trazer luz ao cotidiano dos idosos e escrever novos capítulos de velhas histórias. Afinal, se tudo correr bem, todos vamos envelhecer. E nada melhor do que saber aproveitar a liberdade que a maturidade proporciona.

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Grupos de apoio ajudam cuidadores e familiares de pessoas com Alzheimer

A Abraz (Associação Brasileira de Alzheimer) trabalha há quase 25 anos para desenvolver ações a fim de assegurar o bem estar das pessoas que sofrem com o mal de Alzheimer e seus cuidadores e familiares. Um dos serviços oferecidos é o Grupo de Apoio, que está espalhado por todo o país.

O Liberidade participou de uma das reuniões que acontecem mensalmente no Hospital Santa Catarina, no bairro Paraíso, em São Paulo, para saber como funcionam esses grupos. Quem coordena os encontros dessa unidade é a psicóloga Vera Bifulco. Assim como os outros voluntários da Associação, ela deixa seu trabalho ou tempo livre para se dedicar às pessoas que precisam de ajuda.

“Faço esse trabalho para retribuir um pouco do muito que a vida até hoje me ofereceu. Se tive a oportunidade de um dia acompanhar e aprender na prática com minha mãe que sofreu de Parkinson, por que não ajudar com esse conhecimento outras pessoas a enfrentarem situações semelhantes”, explicou Vera.

Grupos de apoio ajudam cuidadores e familiares de pessoas com AlzheimerAssim como o Alzheimer, o Parkinson também é um tipo de demência. Foi depois da experiência de cuidar da mãe que a psicóloga decidiu estudar mais sobre este tipo de paciente. Na época, o grupo do Paraíso estava sem coordenadora, e Vera foi convidada para liderar os encontros. Isso já faz dez anos.

Posso te dar um abraço?

Observando as pessoas que vão ao encontro, percebi que as idades e os objetivos variam. Havia pessoas jovens, mais velhas, cuidadores profissionais, cuidadores familiares, pacientes e apenas pessoas que se interessavam pelo assunto. Porém, um ponto unia cada um: o carinho. Um sentimento pelo grupo e pela própria Vera que fez até alguns participantes irem abraçá-la no final.

Em cada encontro, um profissional especializado em uma área do cuidar, como fisioterapeuta, nutricionista ou terapeuta ocupacional, dá uma palestra ligada às dificuldades do Alzheimer. No final, é a hora das perguntas ou, então, desabafos.

É quando os participantes dividem suas aflições, medos, angústias ou dúvidas sobre o Alzheimer do paciente, do marido, da mãe ou, então, irmã. Surgem problemas como a dificuldade de deixar o esposo em um residencial de idosos ou até o problema que surgiu após a irmã que sofre com o mal não querer mais lavar o cabelo – a não ser no dia que vai retocar a tintura.

A coordenadora Vera Bifulco e a professora Dra. Maria Helena Pereira Franco, que foi falar sobre luto no dia, trataram tudo com simplicidade, buscando outro olhar sobre as dificuldades. Por incrível que possa parecer, o grupo estava alegre ao final do encontro.

“Eu não ganho nada, até paro meu trabalho para vir aqui, mas tem coisas na vida que se você se ater só ao material… Isso aqui tem um valor muito maior”, afirmou a psicóloga.

Por que os grupos existem?

O Alzheimer não acontece da mesma forma para todas as pessoas. Além disso, segundo Vera Caovilla, uma das fundadoras da Abraz, na maioria dos casos, o familiar de uma pessoa com a doença não consegue falar sobre isso com os próprios familiares.

“Os grupos existem para dar um suporte à família, e para ela aprender a lidar com o mal. Quando a pessoa recebe o diagnóstico, já é algo difícil de falar e, ainda mais, de ser entendida. Existe muito preconceito e dificuldade em saber o que é a doença”, explicou Vera. “No Grupo de Apoio, além da pessoa receber informações corretas, é possível trocar vivências com outras famílias. Pode até ser que o paciente ainda não esteja em uma determinada fase da doença, mas, quando chegar, o cuidador vai se lembrar do que ouviu no grupo”, completou.

Na cidade de São Paulo, já existem dez grupos. Em maio, outros três devem ser iniciados. O site da regional de São Paulo está sendo reformulado e, enquanto não fica pronto, é possível encontrar os endereços dos grupos no site nacional da Abraz.

Confira as datas e temas dos próximos encontros do Grupo de Apoio Paraíso:

Grupos de apoio ajudam cuidadores e familiares de pessoas com Alzheimer

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