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O Liberidade surgiu com a missão de trazer luz ao cotidiano dos idosos e escrever novos capítulos de velhas histórias. Afinal, se tudo correr bem, todos vamos envelhecer. E nada melhor do que saber aproveitar a liberdade que a maturidade proporciona.

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Maior número de idosos pede mudanças nas políticas públicas

Atualmente, a pirâmide populacional do Brasil é quase no formato de uma coxinha. Com uma base não tão larga quanto seu meio, mas bem maior que sua ponta, que é bem fina. Isso significa que estamos passando por um momento de transição, em que cada vez mais o número de idosos deve aumentar, e o de crianças, diminuir.

O crescimento da população com mais de 65 anos é gritante. É o segmento que mais cresce no país, de acordo com o IBGE. No último censo, divulgado em 2010, a população idosa somava 19,6 milhões. Já para 2030, a projeção é que este número salte para 41,5 milhões. E não para, crescendo mais ainda nos 30 anos seguintes – segundo o estudo, em 2060, devem ter 73,5 milhões de idosos no Brasil.

O envelhecimento populacional acontece por dois motivos: aumento da expectativa de vida e queda de fecundidade. Hoje, o brasileiro vive em média até os 75 anos. Até 2030, a expectativa de vida deve subir para 79 anos. Ao mesmo tempo em que vive mais, tem menos filhos. Em 2010, o número absoluto de crianças no país era de 49,9 milhões. Já a projeção para 2030 é de 39,3 milhões de pessoas com menos 15 anos.

O rápido crescimento do número de idosos traz importantes desafios, principalmente para a economia. De acordo com o Ministério da Previdência Social, hoje existem nove brasileiros ativos para um idoso. Em 2030, o número de pessoas trabalhando cai para cinco. E diminui mais ainda em 2060, com 2,3 ativos.

Segundo o professor de economia Hélio Zylberstajn, da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo), se o Brasil entrar em uma trajetória de crescimento econômico daqui pra frente, pode se tornar um polo atraente para imigrantes. “Essas pessoas que vêm de fora são jovens, e talvez essa seja a solução para a diferença entre população ativa e dependente”, explicou.

Pensando no crescimento do número de idosos e o aumento de expectativa de vida, o governo criou uma nova regra para o cálculo da aposentadoria. Para receber o benefício integral, é necessário atingir pontos somando a idade e o tempo de contribuição no INSS. Até dezembro de 2016, mulheres precisam somar 85 e homens, 95. Os pontos passam para 90 e 100, respectivamente, até janeiro de 2022.

Porém, para Zylberstajn, o essencial é criar uma idade mínima para receber a aposentadoria, como 65 anos. “Os sistemas oficiais não serão suficientes para um reforço na renda. O brasileiro tem que entender que, cada vez mais, terão que trabalhar por mais tempo.”

Um dos problemas é o seguinte: Se uma mulher de 55 anos, que contribuiu 30, quiser se aposentar, ela pode, já que alcançou 85 pontos. Mas, com os avanços na área da saúde, não será difícil ela viver até os 90, por exemplo. Então receberá 35 anos de aposentadoria, tendo contribuído 30.

O melhor então é se prevenir. Se preparar e colocar sempre um dinheiro na poupança, por exemplo, para não depender exclusivamente da previdência, já que esta vai ficar cada vez mais saturada.

“Apesar de todos os problemas, a ideia de viver mais é sempre muito atraente e muito boa”, completou o professor.

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