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Mesmo após ameaças, mulher de 70 anos continua luta contra o ódio na Alemanha

Irmela Schramm já foi advertida pela polícia e perseguida por grupos neonazistas, mas não pensa em parar com seu trabalho diário

A alemã Irmela Schramm, de 70 anos, passou anos tendo que olhar para demonstrações de ódio pelas ruas de Berlim. Mensagens de apoio aos nazistas, suásticas desenhadas em muros, referências à ideologia que tirou a vida de milhões de pessoas. Mas, agora, ela se tornou uma verdadeira combatente a este ódio.

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Hoje, ela tem até materiais especiais para apagar o ódio estampado nos muros da Alemanha e outros seus países. Irmela tira algumas horas de seus dias todas as semanas para andar pela região e arrancar colagens ou grafitar corações por cima de mensagens ou suásticas.

“Eu realmente me preocupo com toda essa propaganda de ódio. E eu quero fazer alguma coisa. Eu poderia olhar para tudo isso e dizer ‘que horror’ e apenas ir embora. Mas ninguém se atreve a fazer a tomar uma atitude. Bem, eu não quero esperar que alguém mude isso”, afirmou em entrevista à rede CNN.

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A alemã Irmela Schramm raspa mensagem de ódio grudada em poste (Foto: Reprodução/CNN)

Segundo Irmela, estações de trem, estacionamento de supermercados e até mesmo parquinhos são os lugares em que ela mais encontra demonstrações de ódio. Se na década de 80 africanos e judeus eram perseguidos, na década seguinte foram os turcos. Hoje, os alvos são os muçulmanos.

Já são quase trinta anos espalhando amor e mais de 130 mil imagens removidas ou apagadas, mas nem todo mundo aprova a ação desta alemã. “As pessoas me dizem que sou intolerante, que não respeito a liberdade de expressão da extrema direita, mas eu digo: ‘a liberdade de expressão termina quando o ódio e desprezo pela humanidade começam’”.

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Irmela já foi ameaçada por grupos neo-nazistas, que buscam o retorno do nazismo, e também já foi advertida pela polícia por vandalismo contra a propriedade pública ou privada. Mesmo assim, não pensa em parar.

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