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Pacientes com Alzheimer devem ter atenção redobrada à saúde bucal

Remédios que as pessoas com a doença precisam tomar podem causar problemas como a Síndrome da Boca Seca, aumentando risco de cáries

O mal de Alzheimer pode causar não só perda da memória nos pacientes, mas também dificuldade em realizar atividades simples do dia a dia, perda de motivação, depressão e agressividade. Por conta disso, é preciso tomar diversos medicamentos, que podem causar problemas à saúde bucal.

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“Garantir que o paciente tenha uma boca saudável é fundamental não só do ponto de vista da autoestima, como permite que ele fique livre de cárie, dificuldade para mastigar, inflamações e infecções na gengiva, perda de dentes, dor e desconforto tão comuns em quem não recebe esse tipo de cuidado”, explica a cirurgiã-dentista Denise Tibério, autora do livro “Alzheimer na clínica odontológica”.

Um problema frequente é a Síndrome da Boca Seca, em que o organismo para de fabricar a saliva, essencial para lubrificação e limpeza dos dentes e da boca. Denise afirma que a falta pode acelerar a deposição de placas bacterianas e aumenta o risco de cáries, gengivites e infecções.

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“Até mesmo se o idoso fizer uso de próteses móveis essa condição poderá aumentar o desconforto e a dificuldade de mastigação. Sendo assim, o cirurgião-dentista que acompanha esse paciente poderá indicar formas adequadas de minimizar o impacto do tratamento de Alzheimer na boca do indivíduo”.

Outro problema é que alguns antipsicóticos podem provocar movimentos repetitivos e involuntários da boca e da língua, gerando dificuldades para pessoa que usa prótese móvel mantê-la na boca.

(Foto: Pixabay)

Como cuidar da saúde bucal

A odontogeriatra orienta que, nos primeiros estágios da demência, o paciente deve ser lembrado de fazer a higienização bucal. A família ou responsável deve supervisionar a pessoa durante o processo, que deve ocorrer três vezes ao dia. Se houver dificuldade na hora de escovação, uma escova elétrica pode ajudar.

Com o avanço da doença, entretanto, a pessoa pode perder a habilidade de escovar os dentes e esquecer-se da importância de se manter a saúde da boca. A responsabilidade passa, então, para o cuidador.

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O cuidador e pessoas próximas ao paciente também devem ficar atentos a problemas e desconfortos que a pessoa possa sentir, algo pode indicar problemas na boca mesmo que o próprio idoso não fale nada.

“Várias mudanças de comportamento devem ser observadas, a fim de evitar que problemas bucais se agravem. As principais são: recusa em comer, principalmente se o alimento for duro ou frio demais; tirar a prótese da boca com frequência; beliscar ou arranhar o rosto constantemente; reclamar ou se mostrar inquieto; dificuldade para descansar; comportamento agressivo e recusa em participar de atividades que antes eram prazerosas. Sempre que uma ou mais alterações de comportamento forem detectadas, é importante identificar a causa o mais rapidamente possível”, completa a especialista.

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