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O Liberidade surgiu com a missão de trazer luz ao cotidiano dos idosos e escrever novos capítulos de velhas histórias. Afinal, se tudo correr bem, todos vamos envelhecer. E nada melhor do que saber aproveitar a liberdade que a maturidade proporciona.

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Sedentarismo tem quase o mesmo peso que hipertensão e tabagismo; saiba como mudar isso

Inatividade pode gerar perda muscular, dores e quedas, muito frequentes na terceira idade, mas uma simples caminhada pode mudar essa situação

Você sabia que ficar parado, sem fazer atividades físicas, faz tão mal quanto fumar? É justamente isso que o geriatra Alexandre Busse, do Hospital das Clínicas, em São Paulo, explicou em entrevista ao Liberidade.

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“As pessoas se preocupam muito com a pressão arterial, mas o sedentarismo tem quase o mesmo peso que a hipertensão e o tabagismo”, afirmou o médico. A inatividade pode gerar perda muscular e levar a dores e quedas, que são muito frequentes.

E para deixar o sedentarismo de lado uma das melhores opções na terceira idade é a caminhada. O que muita gente não sabe é o jeito certo de realizar esta atividade física, assim como o tempo de prática e quantas vezes por semana. Confira abaixo nossa conversa com o especialista:

Liberidade: Quais os benefícios da caminhada na terceira idade e como deve ser realizada?

Dr. Alexandre Busse: O que é recomendado é que os adultos e idosos façam caminhada 150 minutos por semana, e isso mostrou diminuição em mortalidade e queda no número de doenças cardiovasculares, AVC, infarto, doenças crônicas e infecções. E esses 150 minutos não são em uma caminhada muito lenta, que a pessoa nem fique suando.

Claro que para cada pessoa é um ritmo. Não precisa chegar aos 150 minutos de uma vez. Pode começar mais lentamente e aos poucos ir aumentando a velocidade e a atividade. Aumenta um pouco a frequência cardíaca, mas o suficiente para suar, aumentar a temperatura, sentir que está um pouco mais intenso, mas não tão intenso que a pessoa não consiga nem falar ou que a frequência cardíaca fique muito alta. O ideal é que a pessoa tenha orientação, passe no médico, avalie a pressão, se tem risco de cair para depois poder caminhar com mais segurança. Isso tudo tem que ser avaliado pelo médico. Muitas vezes o início precisa de um orientador.

É recomendado também que se faça exercício de força. Os idosos podem fazer três vezes por semana a caminhada de 50 minutos cada e duas vezes por semana musculação em dias alternados. Isso é ótimo para manter a massa muscular.

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Muitas pessoas não sabem o jeito certo de realizar a caminhada, assim como o tempo de prática e quantas vezes por semana (Foto: Pixabay)

Muitas pessoas não sabem o jeito certo de realizar a caminhada, assim como o tempo de prática e quantas vezes por semana (Foto: Pixabay)

Liberidade: Há alguma contraindicação para quem quer fazer caminhada?

Dr. Alexandre Busse: Se a pessoa tem falta de ar ou dor no peito, isso deve ser visto na consulta médica e investigado melhor com exames. Além disso, tem os problemas de quedas. Se a pessoa vem caindo, se tem alguma dificuldade em uma articulação ou está muito obesa, talvez não seja o melhor exercício caminhar. Vale a pena ficar até um ano com outro exercício e depois mudar para a caminhada. E existem outros tipos de exercícios aeróbicos para quem não gosta de caminhar, como bicicleta e natação.

Eu sempre recomendo que faça avaliação médica. Se a pressão está muito alta, precisa controlar para começar a caminhar. Avaliação medica é sempre recomendado. Para alguns idosos mais frágeis, eu sempre recomendo iniciar exercícios físicos, como caminhada, sob orientação de um fisioterapeuta.

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Liberidade: Como deve ser a prática? Com alongamento antes e depois?

Dr. Alexandre Busse: O ideal é ir com roupas leves, tênis apropriado para caminhada e que a pessoa inicie progressivamente e vá aumentando. Têm pessoas que gostam de se alongar antes, outras que se alongam antes e depois, então vai muito de pessoa para pessoa. Mas, com certeza, para a pessoa que tem pouca flexibilidade, o ideal é fazer o alongamento depois, porque isso ajuda a ter melhor flexibilidade.

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